terça-feira, 25 de novembro de 2008

Consciência Negra

texto: Mariana Serafini/ fotos: Karina Terme

Os quatro elementos do hip hop mais o reggae, a dança africana e o espírito de solidariedade compuseram a festa em homenagem ao dia 20 de Novembro, intitulado Dia da Consciência Negra, no bairro Porto Meira em Foz do Iguaçu no domingo, 23.

Uma pareceria da Monarfi (Movimento Negro de Foz do Iguaçu) com a Banca C.D.R e a UJS (União da Juventude Socialista) com apoio da Fundação Cultural. As atividades começaram logo cedo, desde as 10h as pessoas já estavam confraternizando, enquanto as mulheres veteranas preparavam uma deliciosa feijoada para ser servida na hora do almoço.

A tarde as atividades continuaram, contaram com a participação especial da banda de reggae Raizen com músicas que valorizam a união, e a tríplice fronteira.




Seu Raimundo, presidente da Monarfi e anfitrião conselheiro quando se trata de Consciência Negra fez questão de discursar em repúdio ao preconceito e ao racismo. Os meninos do grupo de rap A.D.P (Aliados da Periferia) mandaram um som revolucionário assim como os MC´s Lizal, Santiago e Guilherme também deixaram suas mensagens de paz e união.

A empolgação, e o respeito pela data estavam explícitos, além do mais, todas as músicas enfatizavam a questão da formação cultural, da união, da desigualdade social e do quanto é importante os moradores da periferia lutarem por seus ideais.

O evento foi até tarde, a última atividade foi a apresentação de dança africana e o encerramento ficou por conta de Seu Raimundo, sempre muito respeitado pela comunidade.




Esse mês de novembro teve algo especial no dia 20 um sentimento de mudança, a vitória do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama traz uma nova perspectiva. Mas o debate vai além, em momento algum deixaram de lembrar das lutas do povo brasileiro e de exaltar a história de Zumbi, símbolo da revolução negra.

Adultos, jovens, velhos e crianças, negros ou não, não importa, o sentimento era um só, a luta contra o racismo está só começando! A vontade de alcançar uma sociedade igualitária é clara e forte. Este domingo ficará marcado como um dia de festa entre tantos virão quando esse objetivo for alcançado.


Faichecleres em Foz do Iguaçu



   foto: www.faichecleres.com.br

Indecentes, Imorais e Sem-Vergonhas eles desembarcam em Foz sexta-feira para uma apresentação no Mago Bar. A banda curibana vem direto da Calçada da Fama apresentando as novas canções Augusta e Triangulo amoroso, além das clássicas, Ela só Quer Me Ter, Santa Rock´n´Roll, Novo Terno Velho, a Boca Dela, entre tantas outras que compõem o irreverente repertório do bom e velho rock´n´roll.

Os ingressos antecipados custam R$10,00, no primeiro lote de 100 e concorrem a um CD da banda, estão disponíveis na Huany Tattoo Studio, Dragon Black Tattoo Studio e Mago Bar. No dia custará R$20,00. Entrada proibida para menores de 16. 

São 10 anos de estrada, cigarros e cervejas geladas, influenciados principalmente pelos Quatro Garotos de Liverpool, sem deixar de lado o toque brasileiro do rock gaúcho e da jovem guarda.

Em 2007 o baixista Giovani Caruso deixou o trio, mas o carioca Emídio Jorge voltou de Londres onde estava estudando Produção Musical e assumiu as cordas do baixo e o backing vocal. Também no ano passado tiveram indicação ao VMB MTV de melhor clip independente com a Música Metida de Mais.

Mariana Serafini


Baixe os CD´s da banda 










http://rapidshare.com/files/16229751/Faichecleres.rar.html 













segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Polícia tenta deter Dom Quixote o Cavaleiro Andante

Foi no último sábado, 6, na Av. Brasil, em Foz do Iguaçu

Estava eu, passeando tranquilamente, numa manha fria, quando vejo uma multidão aglomerada em uma esquina, e no meio uma dupla de mendigos, com camisetas rasgadas, calças sujas, um deles com uma panela toda amassada na cabeça encima de carrinho de juntar papelão. Me aproximo para ver o que é, me deparo com uma peça de teatro. Plena manha de sábado e as pessoas que saíram as ruas fazer suas compras param para assistir ao espetáculo teatral “Das saborosas aventuras de Dom Quixote de La Mancha e seu Escudeiro Sancho Pança – um capítulo que poderia ter sido”. A peça foi trazida pelo SESC de Foz, o grupo Teatro que Roda, vem de Goiânia, e se apresenta por todo o país, levando alegria, descontração e cultura em um clássico da literatura que foi adaptado para as ruas
A avenida estava toda tomada por arte, em cada esquina tinha uma aventura de La Mancha o aguardando, o primeiro grande obstáculo foi a “esgrima” com pedaços de madeira. De repente, vem descendo um trator da travessa Quintino Bocaiúva, em direção a Av. Brasil, dele sai uma noiva, meio a tantas outras que estavam sentadas na esquina, e Dom Quixote segue desbravando o território, sempre acompanhado de seu fiel escudeiro, Sancho Pança.
Malabaristas nas esquinas, noivas penduradas nos prédios, as crianças engraxates da cidade que entraram no elenco de gaiata e até roubaram um pouquinho a cena. Tudo se confundia, já não se sabia o que era real e o que era ficção. Em cada rosto parecia que tinha um pouquinho de Dom Quixote, uma vontade de sair em busca de aventuras na sociedade perdida. Claro que não é normal, um cavaleiro sem cavalo com uma panela na cabeça correndo avenida a dentro.Tudo que é diferente pode assustar um pouco, e foi o que aconteceu com um policial que caminhava pelos arredores, à paisana. Quando chega a cena em que Dom Quixote é preso, (faz parte do teatro), o policial (de verdade), que não tem nada a ver com a história, levanta a arma, (também de verdade), aponta para os atores e manda parar tudo, “Sai do carro, sai do carro, o quê que vocês estão pensando? Sai do carro, para tudo agora” diz o policial. “Moço calma, é só uma peça de teatro, calma, calma é um teatro, para com isso é um teatro”, grita um espectador. “Para tio, para tio, deixa o Dom Quixote, é um teatro, não prende ele, não prende tio”, se desespera uma criança engraxate, uma daquelas, que já queria fazer parte do elenco.
Dom Quixote é levado, no carro de polícia que fazia parte do espetáculo, não se sabe se havia sido preso ou não, ninguém sabia ao certo o que acontecera, a indignação e tristeza dos presentes estava estampada no rosto de cada um, as noivas, no alto dos prédios gritavam “voooltaaa Dom Quixote, voooltaaaa”.
Sancho Pança entrou em desespero “gente, ele era meu amigo, ele foi a única pessoa que me deu valor, que gosta de mim, e agora, o que eu vou fazer sem o Dom Quixote aqui? Porque fizeram isso comigo, isso não é justo, a gente faz uma coisa legal, leva arte por todos os lugares onde passamos, por que uma coisa dessas?”.

“Não, olha: é brincadeira, só aqui acontecem essas coisas mesmo, nem a arte os caras não respeitam mais!”, disse indignado um escritor local. Um estudante de história, chorava, de indignação, não entendia como a ignorância podia tomar conta de tal forma das pessoas.

Passaram uns 15 minutos, todos aguardando para ver o desfecho da história, sempre esperam um final feliz, quando de repente uma criança larga sua caixa de madeira no chão e vai correndo em direção ao “louco, com panela na cabeça”, e gritando: “ele voltou, ele voltou!”, foi instantâneo o sorriso voltando ao rosto de um por um, a preocupação foi embora, e só restaram dúvidas sobre o que tinha acontecido realmente naquele meio tempo. Como recompensa, o cavaleiro que estava com os sapatos meio sujos, depois de ter sido detido, ganha um brinde do pequeno engraxate!

Mariana Serafini

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Alunos Comemoram Dia do Estudante


Onze de agosto, a data foi comemorada no Colégio Estadual Bartolomeu Mitre. A União Paranaense dos Estudantes (UPE) desenvolveu atividades e reuniu alunos dos colégios – Barão do Rio Branco, Bartolomeu Mitre, Ipê Roxo e Monsenhor Guilherme – durante toda a manhã aproximadamente 300 alunos debateram os temas, Movimento Estudantil, Políticas Públicas para Juventude (PPJ), Meio Ambiente, Passe Livre, Meia Entrada, Mídia, Cultura, Educação, Acesso à Universidade, entre outros.

“O objetivo de atividades como essa é a integração dos alunos de várias escolas e também, dar um incentivo para que eles comecem a se movimentar e criar as mini atividades dentro do próprio colégio, hoje nós tivemos uma participação legal e os grupos de debate foram bem produtivos” afirmou Sergio Santander, diretor da UPE.

Para que tudo corresse da melhor maneira possível, vários estudantes universitários das faculdades Uniamérica, UDC e Unioeste ajudaram na organização, desde preencher as fichas de inscrição até preparar os lanches, tudo foi feito pelos alunos. O evento contou ainda com a presença do ex-vice-presidente regional da UPE, Pablo Braga Machado, que ressaltou a importância do movimento estudantil para a melhoria da educação.

Ao final, foram feitos os encaminhamentos das propostas definidas nos grupos de debates. E definido o que realmente será bandeira de luta para o próximo ano no Movimento Estudantil em Foz do Iguaçu.

No dia 11 de agosto, é comemorado o dia do estudante porque nessa data em 1937 foi fundada a UNE (União Nacional dos Estudantes). Completou nessa semana 71 anos de luta, de resistência. A primeira grande bandeira foi em1952 “O Petróleo é Nosso”, atualmente exige que sejam abertos os arquivos militares da Ditadura. Sobreviveu aos Anos de Chumbo na clandestinidade, lutou pelas Diretas Já, pelo voto aos 16 entre outras. Sempre defendeu a opinião de que o jovem deve estar inserido na política, sem deixar a arte, a ciência e a cultura de fora, prova disso são as bienais que ja vão, ano que vem, para a sexta edição.
“A Une reúne futuro e tradição a Une é união”.


Mariana Serafini

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Novo Projeto

Talvez eu ainda não saiba exatamene o que estou fazendo nesse segundo blog, mas é um projeto do 6º período de jornalismo da União Dinâmica de Faculdades Cataratas em Foz do Iguaçu. Em breve serão postadas matérias sobre o estranho cotidiano urbano.